Que o Facebook mudou a história com que pequenos e médios empresários se comunicavam com os seus clientes e eram encontrados aqui na internet, ninguém pode discutir. Se você já acompanha o conteúdo que eu produzo, já deve estar careca de saber.

O Facebook tornou tudo muito mais fácil, inteligente, automatizado e acessível a milhões de empresários, empreendedores, administradores, criativos e autônomos que não podiam (obviamente) desprender dezenas de milhares de reais por ano com os serviços de uma agência especializada.

Definitivamente, o Facebook deu voz a toda uma classe de pequenos homens de negócio.

Agora, saber que as ferramentas são fáceis, intuitivas e que oferecem um leque enorme de possibilidades de anúncio, não quer dizer que tudo o que você fizer no Facebook dará certo. Adianto para você: não vai.

O artigo de hoje deixa um pouquinho de lado as campanhas pagas e foca na questão do tráfego orgânico, afinal de contas, a sua empresa ou negócio não pode depender apenas das verdinhas que você transfere para a conta do tio Mark.

A pergunta que eu te faço é a seguinte: porque é que algumas páginas funcionam muito melhores do que as outras? O que é que compõe uma boa gestão de uma fan-page? Hoje, eu vou te passar os pontos principais, para que você possa construir a sua cadeia de audiência genuína, sem depender do seu cartão de crédito.

1. A principal regra de todas: foque no visitante, cacete!

A audiência é tudo!

Não adianta, tudo o que você estiver fazendo deve ter sempre como a primeira (e principal!) preocupação, a manutenção (e o aumento) da sua audiência. Escreva para eles, responda aos seus comentários, dê like em suas piadas, convide-os para chamarem mais amigos, crie campanhas, seja surpreendente, fuja dos posts previsíveis.

Uma página bem administrada dá trabalho, mas esse trabalho vale mais do que a pena. Faça cada post não como quem está sendo obrigado a fazê-lo, apenas para dar okay naquela tarefa da semana. Faça com carinho, com atenção, produzindo conteúdo original e não apenas copiando de outras pessoas e mudando as palavras…

A sua audiência é o motivo de você estar aqui e com as portas abertas. Nunca esqueça disso.

2. Não tire da cabeça o seu KPI.

Simples reto: se você não sabe o que é KPI, tem um artigo só sobre isso aqui. Leia agora e depois volte aqui (EM BREVE).

O que eu vejo (demais!) acontecendo em páginas e até mesmo em perfis pessoais que servem para divulgar negócios, é o sujeito se perder (em meio a tantos posts e a tantas redes sociais) o fio da meada; esquecer o porquê de estar fazendo tudo aquilo e, simplesmente, começar a correr atrás de curtidas e compartilhamentos.

Eu mesmo luto contra isso sempre. Curtidas são incríveis, e acabam refletindo o sucesso do seu trabalho, mas elas não pagam a conta de luz.

Hoje em dia eu sei que você tem que alimentar uma série de redes sociais, cuidar da gestão da sua lista, do CRM, atender ao suporte e ainda gerenciar pagamentos (e muito mais coisas!), mas se você esquecer porque é que diabos você está fazendo tudo isso (para abrir novas contas? Para vender produtos? Para aumentar a lista?) você deixa de ser eficiente e passa a viver de ego.

Não esqueça porque é que você abriu essa página, essa empresa e decidiu criar esse negócio. É muito fácil adotar os memes, as piadas da moda e deixar de tocar a sua fan-page como um negócio e se deixar levar pelo “concurso de popularidade”.

3. Seja específico e sempre bata nas mesmas razões.

Seja específico!

Quando você construiu o branding, a identidade visual, a narrativa e o storytelling da sua empresa, provavelmente você fez o plano descritivo do seu produto, não é?

Encontrou os seus pontos fortes e fracos, as suas vantagens competitivas, criou a sua proposta e delimitou certinho a sua tecnologia proprietária…

Ou seja: você já sabe porque o seu produto possui vantagens sobre os da sua concorrência e porque você se sente confortável em vende-lo.

Então não esqueça disso ao longo dos seus posts. Não anuncie, a cada semana, novas razões para que o cliente compre o seu mesmo produto. Não tente se posicionar em uma nova reserva de mercado a cada mês. Não tente (miseravelmente) se tornar uma autoridade em um nicho diferente por trimestre…

Se mantenha focado: construía a narrativa e a linha de comunicação da sua rede social baseada nas REAIS vantagens competitivas daquilo que você oferece, ou você irá se enforcar.

4. Demonstre credibilidade.

Use e abuse de todos os instrumentos que podem trazer autoridade a sua proposta, a sua empresa e aos seus produtos. Utilize-se de depoimentos, estatísticas, opiniões, posicionamentos referências…

Esse (a credibilidade) acaba sendo um dos pontos mais fortes do processo de decisão de compra. Sem ele, fica tudo mais difícil.

5. Venda. Venda!

Venda, venda, venda!

Não adianta usar as redes sociais apenas para se comunicar. Ser o sujeito engraçado e com bastante marcações não lhe traz dinheiro. Uma hora ou outra você terá que vender.

Realize promoções, eventos, oportunidades. Torne tudo mais agradável (e atrativo!) do que apenas um: “Compre! É bom”.

Aproveite os feriados e momentos comerciais do ano. Faça tudo jogar ao seu favor. Eu vejo páginas que são administradas excepcionalmente bem, mas que parece que o sujeito tem medo de vender. Acha que, sei lá, se fizer uma oferta as pessoas sairão correndo.

Perder o medo da venda coroa todo o processo (trabalhoso!) de uma boa política de comunicação. Se você criou um bom ambiente, que educa, qualifica, atende e comunica, acredite, as pessoas estarão aguardando (ansiosas!) pelas suas promoções.

Se você não fizer (com medo de irritá-las ou afastá-las) está mandando um exército de clientes, com seus cartões de crédito nas mãos, de volta para casa.

Não seja louco de fazer isso.