O Facebook mudou para sempre a maneira com que os pequenos empresários, empreendedores, criativos e profissionais autônomos pensam em marketing. A maior rede social do mundo não só deu mais liberdade, a um preço claro, determinado e transparente, como concedeu a oportunidade de qualquer um escolher o quanto quer gastar.

Quantas agências lhe dariam bola, sabendo que você tem R$ 150 por mês para investir?

E foram esses detalhes que mudaram tudo. Não pense que estamos falando apenas de gente que está começando agora, com pouca verba no bolso e muito amor à camisa; as grandes também investem, continuamente, através das suas páginas.

Mas, esquece os endinheirados (eles tem como contratar profissionais capacitados) e vamos focar em quem come arroz com ovo.

O fato é que o Facebook é tão bom, que todo mundo está nele. Por ele ser barato, eficaz, simples de se compreender e ainda mais de se usar (postar), ele acaba sendo a principal (as vezes a única) fonte de marketing para boa parte dos negócios.

Existem, porém, algumas práticas que podem matar a sua fan-page, e é a minha obrigação te dizer quais são as que eu enxergo como as mais perigosas:

1. Não conhecer profundamente o seu público.

Tem que converter

Você sabe quem é (exatamente) o seu público alvo? Qual é a sua persona? O seu ambiente do dia a dia? Quais argumentos de compra lhe interessam? O que ele está buscando? Quais são as suas dores? E eu posso fazer mais cento e cinquenta perguntas como essas…

A diferença entre um comparador e um comprador é, na maior parte das vezes, a quantidade de chaves (mentais) que você consegue girar nesse cara, até convencê-lo de que a sua solução é a melhor, diante dos outros concorrentes; e você só faz isso (evitando um grande desperdício de energia) se o conhecer de verdade.

Não adianta postar 365 memes por ano. Ter 400 likes por post. Você tem que converter.

Ninguém paga as contas com compartilhamentos.

2. Não ter personalidade alguma.

Qual a personalidade do seu negócio?

A sua página é só mais uma que, assim como tantas e tantas outras, insiste em postar foto da praia com aqueles dizeres: “Viva um dia de cada vez”?

Quando eu chego nesse ponto, de vez em quando eu tenho que ouvir a seguinte questão: “Ah, mas dá compartilhamento! As pessoas gostam!”.

Tudo bem, eu sei que as pessoas (sabe-se lá porque) gostam desses negócios toscos, mas a questão não é essa! A questão é bem mais direta e simples, principalmente para o seu bolso.

Primeiro ponto: que valor de marca você adiciona, ao ter esse conteúdo compartilhado? Ele não adiciona qualquer elemento ou expõe qualquer vírgula comercial da sua marca. É apenas uma mulher fazendo yoga com uma criança!

Segundo ponto: o que garante que as pessoas que darão like e share são o tipo de gente que você transformará (em algum momento) em cliente?

Se você é uma empresa do ramo da boa forma, do fitness, da yoga e tudo mais, beleza. Se você vende pranchas de surf ou dá aulas de mergulho, muito bom; mas eu vejo escritórios de contabilidade fazendo isso…

3. Não ter objetivos definidos.

Eu conheço gente que se diz entendida em redes sociais, que está o dia todo nelas (fofocando, fofocando e fofocando) e que se sentem tão confortáveis com o meio que até ajudam outras pessoas.

Sempre que eu ouço alguém dizer: “Fulano entende bem de Facebook!”, eu costumo responder: “Como entretenimento ou negócio? Ele mede?”.

 Vamos lá, resumindo tudo isso: por que é que as pessoas correm atrás de curtidas e compartilhamentos? Porque são ações. E ações mostram que tem gente engajada (vendo e comentando) com o seu conteúdo.

E a gente sabe que o engajamento é o passo que antecede a venda…

Agora, que venda? Você pretende vender como? Colocando uma foto do produto ali, direto, e escrevendo que é promoção?

Você precisa ter objetivos que convertam toda essa atenção em vendas, ou estará perdido. Existem dezenas de formas de qualificar uma venda de maneira mais inteligente do que (somente) postá-la no Facebook e dizer: “Galera, aproveite!”.

Eu fiz até um artigo só sobre isso. Dá uma olhada aqui.

4. Ignorar os comentários.

Não ignore os comentários!

Eu venho dizendo isso há anos! Há anos!

Todo o segredo do Facebook está na maneira com que você lida com os comentários.

Eles são a porta de entrada para todas as grandes (e rápidas) oportunidades comerciais; de fechamento de negócio ou de venda de produto. Ali estão os clientes mais quentes, os decididos, os que estão suficientemente engajados para digitarem uma pergunta naqueles celulares Motorola com a telinha do tamanho de um relógio. E o cara faz isso!

É um erro tremendo você só postar e voltar, dias depois, para responder alguns comentários.

Não responda todos os comentários iguais.

Não responda com uma linha.

Caramba, o dinheiro e as oportunidades estão todas ali, literalmente batendo na sua porta, e você abre mão de tudo isso para preparar mais um post com um cachorro em cima de uma prancha de surf?

5. Falta de compromisso.

E o seu compromisso?

Qual foi a última vez que você postou dia sim dia não na sua página?

Ou, pelo menos, três vezes por semana?

Afinal de contas, você tem ou não tem um cronograma para alimentar as suas páginas?

O que eu mais vejo é gente que é viciada em criar páginas, participar de grupos, postar SPAM em cada um deles e que (simplesmente!) não se preocupa com a coisa mais importante desse negócio todo: postar regularmente e responder aos comentários de maneira atenciosa e com um objetivo bem construído, conhecendo o seu público!

Cacete, eu consegui (literalmente!) resumir o post todo só nessa frase…

Mas, enfim, é isso.

Poste sempre, responda aos comentários, pense em maneiras diferentes de vender (ou de qualificar!) a sua audiência, poste coisas que eles percebam que foi feita por você (isso dá a ideia de que você está tendo trabalho com isso. Que está se esforçando!) e o mais importante: não se afaste da sua audiência. Não esfrie. Não ignore.

Toda a razão de existir da sua empresa está ali: nos seus prospectos e nos seus clientes.