O texto de hoje tem um gosto todo especial. Para falar a verdade ele acaba mexendo um pouco comigo; e, sério, não é artifício de redator para tentar prender você nesse artigo. O conselho que eu quero passar hoje (aqui, para você), teria me economizado tempo, dinheiro e muita energia.

Ele é o resultado de pelo menos dez anos em que eu produzo conteúdo diariamente para a web. E, se você me conhece, você sabe que eu produzo MUITO conteúdo. Nos últimos quatro anos são (pelo menos) três posts diários por dia nas redes sociais. Todo dia. Todo-santo-dia.

Agora, que foi que eu acabei aprendendo e que é tão valioso e pessoal?

Facebook é sagrado!

Que o seu blog e as suas redes sociais são sagradas para você. Que elas se comportam como a Igreja que você frequenta, se você for religioso. Imagine que você esteja na Missa, no Culto ou em qualquer celebração religiosa e, de repente, você encontra aquele cara que quase se tornou o seu cliente?

O que é que você faria, naturalmente? Esperaria a celebração acabar para que, depois de sair da Igreja, vocês pudessem (quem sabe) falar sobre negócios certo?

Pois é. E deve ser assim (também!) no seu blog e nas suas redes sociais. Eu venho falando há pelo menos cinco ou seis anos que os perfis sociais e que o conteúdo que você produz e que não fala diretamente sobre venda, oferta e negócios são os mais valiosos para a sua marca.

Que são eles que, mais cedo ou mais tarde, acabam gerando a maior quantidade de visualizações, de compartilhamento e de resultados para a sua campanha (e a sua estratégia) de comunicação. Eu até escrevi sobre isso nesse artigo daqui, onde eu explico a primeira regra do marketing.

Quando você (simplesmente!) remove da sua cabeça a ideia de tem que estar constantemente vendendo algo para alguém, você começa a produzir conteúdo em alto nível. Você começa a falar de maneira genuína e toda essa sua comunicação deixa de ser um estorvo para você.

Você começa a falar do que gosta e, por gostar do que fala, começa a analisar as coisas com mais propriedade, com mais paixão, com mais personalidade. Daí, automaticamente, o seu conteúdo começará a se tornar referência no seu nicho.

Eu, sinceramente, de coração, não acredito que o seu blog precise de cinco ou seis banners. Que ele precise de um pop-up de saída, que explode na cara do lead quando ele vai fechar a página. Que você fique enfiando (bem no meio da cara dele!) uma porção de plug-ins pedindo para ele entrar nas listas, curtir as páginas, compartilhar para continuar lendo…

Não, isso é tentar falar de futebol bem no meio da Missa.

E isso acaba com a produção de conteúdo de qualidade, porque você passa a ver (e a pensar) em cada post apenas como mais uma oportunidade para vender. E, como todo mundo gosta de dinheiro, tudo acaba se tornando venda. Você posta no Facebook pensando em vender, você produz mais um artigo pensando em vender, você atualiza o seu status do Twitter querendo vender.

Como é que se produz análises, comentários e raciocínios de qualidade quando a única coisa que você tem na sua mente naquele momento é: “Qual será o produto que eu vou enfiar no meio desse texto? Qual gatilho? A que preço?”. Não dá. Não dá.

Quando você sentar para escrever (ou gravar) você deve estar preocupado com uma única coisa: “o que eu tenho que fazer para criar o melhor e o mais genuíno conteúdo nesses próximos cinquenta minutos?”. Porque, se o conteúdo for realmente bom, ele ficará circulando na internet para sempre. Existem vários artigos (lá de 2011, 2012), que de tão bons eu ainda recomendo para os meus amigos, alunos e clientes.

Você consegue imaginar isso? O cara produziu aquilo há cinco ou seis anos e ele ainda funciona – e como funciona!

Preparando a transição:

Hora de puxar o peixe!

Certo, mas ninguém vive de vento. Não dá apenas para produzir (e promover!) o melhor conteúdo da galáxia, se você não está recebendo nada por isso. Ninguém paga a conta de gás com like e a cerveja não se troca por compartilhamento – as vezes, com jeitinho, com um bom acordo, na conversa, até dá.

O que você tem que começar a entender (agora!) é que, uma vez que você esteja preocupado apena com a produção de um conteúdo de altíssimo padrão, a sua audiência está sempre satisfeita. Imagine que o sujeito não está estressado por aquelas doze propagandas, aqueles plug-ins e aqueles vídeos no auto-play que ficam mandando ele meter o e-mail ali.

O cara só entra na tua página e consome conteúdo bom.

Ele acredita que tudo o que você faz é bom, porque você está provando isso a ele no dia a dia.

O que acontecerá quando você REALMENTE fizer um único e muito bem desenhado CTA?

Quando, depois de tanto tempo mostrando para ele que o comprometimento que você tem por aquilo tudo (comunicação de qualidade, educação, informação, credibilidade, análises certeiras), você disser: “Ei, cara. Aqui tem uma ótima oportunidade. Vamos fazer uma transmissão ao vivo na próxima quarta. Vamos lá? Posso contar com você?”.

Esse lead fecha. Ele vai. Ele não irá perder por nada…e por que? Porque você não enche o saco dele quatro vezes por dia. Ele confia em você.

Já em um webinários, em um evento ao vivo, em um workshop ou em qualquer outro ambiente (que não seja o seu blog ou a sua rede social!), as coisas são diferentes. Lá, você não está mais na Igreja. Lá, você pode abusar do push, da persuasão e botar em prática as suas melhores ofertas.

Prepare o seu melhor ambiente de vendas possível (não sabe como fazer? Dá uma lida nesse artigo aqui!) e mande bala. A confiança do seu lead, você já conquistou. Agora é só correr pro abraço.