Bom, você chegou até aqui, não foi? Isso é um bom sinal. Significa que funcionou!

Tá, agora vamos falar sério: independentemente do motivo que tenha levado você a produzir um texto ou um e-mail (seja para vendas, anúncios, novidades, promoções, conteúdo ou o que quer que seja) o título será sempre a porção textual mais importante da sua peça.

E por que?

Porque, sem ele, não há redação publicitária. E, se ele não funcionar, não há clique. E, adivinhe só: sem clique, também não há redação publicitária.

A propaganda moderna se desenvolveu, nos últimos cem anos, baseado em uma duplinha de produtores, que funcionam e se complementam como em um bom casamento: o redator publicitário (ou copywriter) e o diretor de arte, que é o responsável pela criação das peças artísticas, da seleção e tratamento das fotos e do desenho (estético) da campanha.

E o redator? Produz a campanha, dá o norte, cria os jargões, os slogans, os títulos e todo o conteúdo textual que dará corpo aquela moldura bonita que foi criada pelo diretor de arte.

Hoje, temos essa constituição (conteúdo e forma) perpetuados na maneira com que anunciamos nas redes sociais, por exemplo; hoje, no Facebook, sem um bom título de uma boa imagem para o seu anúncio, a sua campanha está fadada ao fracasso.

Imagine só em uma ação de e-mail marketing, por exemplo, que contamos apenas com aquela única linha de texto (título) misturada com outras centenas de mensagens?

O título é a parte mais importante de toda a sua campanha.

O segredo está no título!

Certo, eu suponho que tenha convencido você da importância de se construir um bom título, mas você deve estar pensando: “Tá, e como é que eu faço isso?”.

Calma, calma que o café nem ferveu, ainda. Ainda.

Aqui vão algumas dicas, construídas por alguns dos melhores copywriters de todos os tempos e validadas ao longo de décadas e décadas.

A regra do 50/50.

Meio a meio

Simples e direto: boa parte dos redatores publicitários profissionais, aqueles que tiveram sucesso ao longo de décadas e puderam trabalhar com as maiores e mais importantes empresas do planeta, acredita que você deve dividir o tempo que você tem para produzir um texto em duas partes e (fique atento!) gastar metade dele apenas para criar o seu título.

Ou seja, se você destinou duas horas para fazer aquele artigo, é bom que você deixe uma horinha apenas para pensar em que título você colocará lá.

Algumas pessoas pensam: “ah, mas isso é exagero!”. Não é, acredite.

Quando você acerta o seu primeiro grande título e coloca o seu trabalho em um patamar de que está sendo visto por centenas de milhares (as vezes milhões!) de pessoas, você percebe porque não é um exagero. E não se esqueça: nada disso teria acontecido sem um bom título.

Um dos casos mais célebres e emblemáticos da indústria do copywriting foi quando o redator David Ogilvy assumiu, em um dos seus livros, confissões de um publicitário, ter reescrito 104 vezes um dos seus títulos mais célebres, que imortalizou a marca Rolls Royce.

Da cabeça até o pescoço.

Da cabeça ao pescoço

Certo, você gastou a primeira hora do seu texto apenas com o título. E agora?

Imagine que a sua peça publicitária, o seu texto, artigo, e-mail ou anúncio tem a forma do corpo humano. Que ele começa na cabeça e o final do texto acaba lá na ponta dos pés.

Pois é: você deveria focar pelo menos cinquenta por cento do tempo que te resta preocupado com o pescoço: o primeiro parágrafo. É ali que toda a magia se encontra.

Se o título é a cabeça, o que a sustenta (e evita a saída prematura) é o seu primeiro parágrafo. Ali está o pescoço.

Se o título leva o lead até o artigo, é o pescoço que o sustentará e garantirá que ele continuará lendo.

Gene Schwartz, outro grande redator publicitário, consagradíssimo, costumava gastar o dia inteiro (as vezes um final de semana todo) apenas no título e nas primeiras 50 palavras de um anúncio.

“Essas 50 palavras são a parte mais importante de todo o meu trabalho. É a essência da escrita persuasiva e escrevê-las bem leva tempo” – ele dizia.

A regra do 80/20.

Oitenta vinte

Ninguém sabe ao certo quem criou essa regra, mas eu já vi pelo menos três dos maiores redatores publicitários do mundo a citando diretamente. O David Ogilvy, por exemplo, fazia isso sempre.

Ela quer dizer o seguinte: 8 em cada dez leads lerão o seu título, mas apenas 2 chegarão até o final do seu texto.

Ogilvy dizia, eu só não lembro em qual dos livros, que: “Se 8 em cada 10 pessoas lerão o meu título e apenas 2 chegarão até o final, significa que 80% do meu tempo e dinheiro devem ser gastos na headline”.

Ou seja, literalmente, é da cabeça até o pescoço que você deve se preocupar em alcançar a tal perfeição textual.

5 dicas rápidas para você lembrar na hora em que estiver produzindo um título.

ATENÇÃO: Antes que você leia essas cinco dicas, saiba que de nada adianta um grande título se você não sabe como aplicar corretamente o poder da persuasão. Saiba mais sobre o assunto lendo o nosso artigo, em que eu explico só sobre isso!

De acordo com a associação americana de escritores e artistas, você deveria sempre se lembrar desses cinco pontos (fundamentais) na hora em que estiver produzindo um título. São eles:

1. Faça um título que seja útil ao seu leitor.

2. Traga até o seu leitor o senso de urgência.

3. Trabalhe, sempre que possível, a ideia de que se trata de uma oportunidade única.

4. Produza o seu conteúdo de uma maneira específica e direcionada.

Eu espero que, agora, você passe a se dedicar mais à cabeça e ao pescoço dos seus textos. Eu garanto que os resultados que virão após esses aprimoramentos lhe farão rir de um canto ao outro do rosto!