Como construir uma fan-page perfeita!

Que o Facebook mudou a história com que pequenos e médios empresários se comunicavam com os seus clientes e eram encontrados aqui na internet, ninguém pode discutir. Se você já acompanha o conteúdo que eu produzo, já deve estar careca de saber.

O Facebook tornou tudo muito mais fácil, inteligente, automatizado e acessível a milhões de empresários, empreendedores, administradores, criativos e autônomos que não podiam (obviamente) desprender dezenas de milhares de reais por ano com os serviços de uma agência especializada.

Definitivamente, o Facebook deu voz a toda uma classe de pequenos homens de negócio.

Agora, saber que as ferramentas são fáceis, intuitivas e que oferecem um leque enorme de possibilidades de anúncio, não quer dizer que tudo o que você fizer no Facebook dará certo. Adianto para você: não vai.

O artigo de hoje deixa um pouquinho de lado as campanhas pagas e foca na questão do tráfego orgânico, afinal de contas, a sua empresa ou negócio não pode depender apenas das verdinhas que você transfere para a conta do tio Mark.

A pergunta que eu te faço é a seguinte: porque é que algumas páginas funcionam muito melhores do que as outras? O que é que compõe uma boa gestão de uma fan-page? Hoje, eu vou te passar os pontos principais, para que você possa construir a sua cadeia de audiência genuína, sem depender do seu cartão de crédito.

1. A principal regra de todas: foque no visitante, cacete!

A audiência é tudo!

Não adianta, tudo o que você estiver fazendo deve ter sempre como a primeira (e principal!) preocupação, a manutenção (e o aumento) da sua audiência. Escreva para eles, responda aos seus comentários, dê like em suas piadas, convide-os para chamarem mais amigos, crie campanhas, seja surpreendente, fuja dos posts previsíveis.

Uma página bem administrada dá trabalho, mas esse trabalho vale mais do que a pena. Faça cada post não como quem está sendo obrigado a fazê-lo, apenas para dar okay naquela tarefa da semana. Faça com carinho, com atenção, produzindo conteúdo original e não apenas copiando de outras pessoas e mudando as palavras...

A sua audiência é o motivo de você estar aqui e com as portas abertas. Nunca esqueça disso.

2. Não tire da cabeça o seu KPI.

Simples reto: se você não sabe o que é KPI, tem um artigo só sobre isso aqui. Leia agora e depois volte aqui (EM BREVE).

O que eu vejo (demais!) acontecendo em páginas e até mesmo em perfis pessoais que servem para divulgar negócios, é o sujeito se perder (em meio a tantos posts e a tantas redes sociais) o fio da meada; esquecer o porquê de estar fazendo tudo aquilo e, simplesmente, começar a correr atrás de curtidas e compartilhamentos.

Eu mesmo luto contra isso sempre. Curtidas são incríveis, e acabam refletindo o sucesso do seu trabalho, mas elas não pagam a conta de luz.

Hoje em dia eu sei que você tem que alimentar uma série de redes sociais, cuidar da gestão da sua lista, do CRM, atender ao suporte e ainda gerenciar pagamentos (e muito mais coisas!), mas se você esquecer porque é que diabos você está fazendo tudo isso (para abrir novas contas? Para vender produtos? Para aumentar a lista?) você deixa de ser eficiente e passa a viver de ego.

Não esqueça porque é que você abriu essa página, essa empresa e decidiu criar esse negócio. É muito fácil adotar os memes, as piadas da moda e deixar de tocar a sua fan-page como um negócio e se deixar levar pelo “concurso de popularidade”.

3. Seja específico e sempre bata nas mesmas razões.

Seja específico!

Quando você construiu o branding, a identidade visual, a narrativa e o storytelling da sua empresa, provavelmente você fez o plano descritivo do seu produto, não é?

Encontrou os seus pontos fortes e fracos, as suas vantagens competitivas, criou a sua proposta e delimitou certinho a sua tecnologia proprietária...

Ou seja: você já sabe porque o seu produto possui vantagens sobre os da sua concorrência e porque você se sente confortável em vende-lo.

Então não esqueça disso ao longo dos seus posts. Não anuncie, a cada semana, novas razões para que o cliente compre o seu mesmo produto. Não tente se posicionar em uma nova reserva de mercado a cada mês. Não tente (miseravelmente) se tornar uma autoridade em um nicho diferente por trimestre...

Se mantenha focado: construía a narrativa e a linha de comunicação da sua rede social baseada nas REAIS vantagens competitivas daquilo que você oferece, ou você irá se enforcar.

4. Demonstre credibilidade.

Use e abuse de todos os instrumentos que podem trazer autoridade a sua proposta, a sua empresa e aos seus produtos. Utilize-se de depoimentos, estatísticas, opiniões, posicionamentos referências...

Esse (a credibilidade) acaba sendo um dos pontos mais fortes do processo de decisão de compra. Sem ele, fica tudo mais difícil.

5. Venda. Venda!

Venda, venda, venda!

Não adianta usar as redes sociais apenas para se comunicar. Ser o sujeito engraçado e com bastante marcações não lhe traz dinheiro. Uma hora ou outra você terá que vender.

Realize promoções, eventos, oportunidades. Torne tudo mais agradável (e atrativo!) do que apenas um: “Compre! É bom”.

Aproveite os feriados e momentos comerciais do ano. Faça tudo jogar ao seu favor. Eu vejo páginas que são administradas excepcionalmente bem, mas que parece que o sujeito tem medo de vender. Acha que, sei lá, se fizer uma oferta as pessoas sairão correndo.

Perder o medo da venda coroa todo o processo (trabalhoso!) de uma boa política de comunicação. Se você criou um bom ambiente, que educa, qualifica, atende e comunica, acredite, as pessoas estarão aguardando (ansiosas!) pelas suas promoções.

Se você não fizer (com medo de irritá-las ou afastá-las) está mandando um exército de clientes, com seus cartões de crédito nas mãos, de volta para casa.

Não seja louco de fazer isso.


Os 5 erros que vão matar a sua Fan-page!

O Facebook mudou para sempre a maneira com que os pequenos empresários, empreendedores, criativos e profissionais autônomos pensam em marketing. A maior rede social do mundo não só deu mais liberdade, a um preço claro, determinado e transparente, como concedeu a oportunidade de qualquer um escolher o quanto quer gastar.

Quantas agências lhe dariam bola, sabendo que você tem R$ 150 por mês para investir?

E foram esses detalhes que mudaram tudo. Não pense que estamos falando apenas de gente que está começando agora, com pouca verba no bolso e muito amor à camisa; as grandes também investem, continuamente, através das suas páginas.

Mas, esquece os endinheirados (eles tem como contratar profissionais capacitados) e vamos focar em quem come arroz com ovo.

O fato é que o Facebook é tão bom, que todo mundo está nele. Por ele ser barato, eficaz, simples de se compreender e ainda mais de se usar (postar), ele acaba sendo a principal (as vezes a única) fonte de marketing para boa parte dos negócios.

Existem, porém, algumas práticas que podem matar a sua fan-page, e é a minha obrigação te dizer quais são as que eu enxergo como as mais perigosas:

1. Não conhecer profundamente o seu público.

Tem que converter

Você sabe quem é (exatamente) o seu público alvo? Qual é a sua persona? O seu ambiente do dia a dia? Quais argumentos de compra lhe interessam? O que ele está buscando? Quais são as suas dores? E eu posso fazer mais cento e cinquenta perguntas como essas...

A diferença entre um comparador e um comprador é, na maior parte das vezes, a quantidade de chaves (mentais) que você consegue girar nesse cara, até convencê-lo de que a sua solução é a melhor, diante dos outros concorrentes; e você só faz isso (evitando um grande desperdício de energia) se o conhecer de verdade.

Não adianta postar 365 memes por ano. Ter 400 likes por post. Você tem que converter.

Ninguém paga as contas com compartilhamentos.

2. Não ter personalidade alguma.

Qual a personalidade do seu negócio?

A sua página é só mais uma que, assim como tantas e tantas outras, insiste em postar foto da praia com aqueles dizeres: “Viva um dia de cada vez”?

Quando eu chego nesse ponto, de vez em quando eu tenho que ouvir a seguinte questão: “Ah, mas dá compartilhamento! As pessoas gostam!”.

Tudo bem, eu sei que as pessoas (sabe-se lá porque) gostam desses negócios toscos, mas a questão não é essa! A questão é bem mais direta e simples, principalmente para o seu bolso.

Primeiro ponto: que valor de marca você adiciona, ao ter esse conteúdo compartilhado? Ele não adiciona qualquer elemento ou expõe qualquer vírgula comercial da sua marca. É apenas uma mulher fazendo yoga com uma criança!

Segundo ponto: o que garante que as pessoas que darão like e share são o tipo de gente que você transformará (em algum momento) em cliente?

Se você é uma empresa do ramo da boa forma, do fitness, da yoga e tudo mais, beleza. Se você vende pranchas de surf ou dá aulas de mergulho, muito bom; mas eu vejo escritórios de contabilidade fazendo isso...

3. Não ter objetivos definidos.

Eu conheço gente que se diz entendida em redes sociais, que está o dia todo nelas (fofocando, fofocando e fofocando) e que se sentem tão confortáveis com o meio que até ajudam outras pessoas.

Sempre que eu ouço alguém dizer: “Fulano entende bem de Facebook!”, eu costumo responder: “Como entretenimento ou negócio? Ele mede?”.

 Vamos lá, resumindo tudo isso: por que é que as pessoas correm atrás de curtidas e compartilhamentos? Porque são ações. E ações mostram que tem gente engajada (vendo e comentando) com o seu conteúdo.

E a gente sabe que o engajamento é o passo que antecede a venda...

Agora, que venda? Você pretende vender como? Colocando uma foto do produto ali, direto, e escrevendo que é promoção?

Você precisa ter objetivos que convertam toda essa atenção em vendas, ou estará perdido. Existem dezenas de formas de qualificar uma venda de maneira mais inteligente do que (somente) postá-la no Facebook e dizer: “Galera, aproveite!”.

Eu fiz até um artigo só sobre isso. Dá uma olhada aqui.

4. Ignorar os comentários.

Não ignore os comentários!

Eu venho dizendo isso há anos! Há anos!

Todo o segredo do Facebook está na maneira com que você lida com os comentários.

Eles são a porta de entrada para todas as grandes (e rápidas) oportunidades comerciais; de fechamento de negócio ou de venda de produto. Ali estão os clientes mais quentes, os decididos, os que estão suficientemente engajados para digitarem uma pergunta naqueles celulares Motorola com a telinha do tamanho de um relógio. E o cara faz isso!

É um erro tremendo você só postar e voltar, dias depois, para responder alguns comentários.

Não responda todos os comentários iguais.

Não responda com uma linha.

Caramba, o dinheiro e as oportunidades estão todas ali, literalmente batendo na sua porta, e você abre mão de tudo isso para preparar mais um post com um cachorro em cima de uma prancha de surf?

5. Falta de compromisso.

E o seu compromisso?

Qual foi a última vez que você postou dia sim dia não na sua página?

Ou, pelo menos, três vezes por semana?

Afinal de contas, você tem ou não tem um cronograma para alimentar as suas páginas?

O que eu mais vejo é gente que é viciada em criar páginas, participar de grupos, postar SPAM em cada um deles e que (simplesmente!) não se preocupa com a coisa mais importante desse negócio todo: postar regularmente e responder aos comentários de maneira atenciosa e com um objetivo bem construído, conhecendo o seu público!

Cacete, eu consegui (literalmente!) resumir o post todo só nessa frase...

Mas, enfim, é isso.

Poste sempre, responda aos comentários, pense em maneiras diferentes de vender (ou de qualificar!) a sua audiência, poste coisas que eles percebam que foi feita por você (isso dá a ideia de que você está tendo trabalho com isso. Que está se esforçando!) e o mais importante: não se afaste da sua audiência. Não esfrie. Não ignore.

Toda a razão de existir da sua empresa está ali: nos seus prospectos e nos seus clientes.


Como recuperar um “cliente” perdido?

Quem vive de fechar contratos e fazer negócios sabe que o momento da venda, a hora que o cliente abaixa a cabeça, puxa o cheque e passa a caneta, é o ponto mais tenso de toda a tratativa.

Seja através de uma cold-list, de uma cold-call ou de uma fonte de conteúdo ou de comunicação que aquele prospecto encontrou na internet, fechar o negócio dá trabalho. Envolve toda uma etapa de namoro, exposição e jogo, onde ambas as partes tentam tomar o controle da situação (se você não sabe a importância de estar no controle para fechar um negócio, pare tudo e leia esse artigo)...enfim, depois de tanto tempo (e tantas reuniões!) o contrato será fechado!

As promessas são feitas, as mãos apertadas e você volta para cara com aquele sorriso estampado na cara, já contando com a sua comissão ou o primeiro depósito.

Ai o prospecto some.

Você tenta ligar para ele uma, duas, três vezes e nada. Ele, simplesmente, deixa tocar até a caixa postal. Qual é o seu primeiro instinto? Pensar: “Putz, eu perdi esse cara. Já era. Bola pra frente”.

Não! Nem fodendo!

A sua empresa precisa que você aprenda a ser persistente. Quando o assunto são as vendas (ou o fechamento de contratos) a persistência acaba sendo muito bem recompensada.

Pense bem: se você desistisse tão fácil assim, quantos prospectos deixaria passar por ano? Seis? Oito? Dez? Agora imagine que o seu valor médio por contrato prestado seja de oito mil reais. Você está deixando um orçamento de um ano inteiro de tráfego para o seu negócio passar bem diante dos seus olhos. E é um orçamento bem generoso – para micro e pequenas empresas.

Se você conseguir converter (e reativar) um único desses caras, já terá “recomprado” o tempo que perdeu em todas as outras nove tentativas mal sucedidas.

Você precisa reativar um desses caras.

“Tá, mas e como?” – você pode pensar. Beleza, vamos lá. São três dicas rápidas:

1. Ele já conhece o seu número.

Ele já conhece o seu número

Esse cliente não quer te atender e já conhece o seu número. Encarar que todas as pessoas que te evitam não querem comprar nada de você é um grande erro. As pessoas não querem comprar; gastar dinheiro dá dor de cabeça, envolve uma tomada de decisão e ela (geralmente) está cheia de problemas para lidar.

A mulher enche o saco (ou o marido!).

O que ele precisa é, na maioria das vezes, de uma pequena pressão (encorajamento, se você é do time do politicamente correto) para fechar o negócio. Se você for mole demais, perderá muita gente que, com mais uma torcidinha no pano, acabaria fechando negócio.

Bom, uma das dicas mais simples (as vezes até ingênua) que se tem para quando o prospecto não quer atender ao telefone é pegar um outro número, desconhecido, e ligar para ele. Em horário comercial.

E se ele atende? Sem justificativas sobre o porquê você está usando outro telefone. Apenas comece a falar como se nada tivesse acontecido, inclusive ele ter deixado de te atender.

2. Mude para o e-mail.

As pessoas costumam não atender aos telefones, mas checam os seus e-mails de duas a quatro vezes por dia. Homens e mulheres de negócio costumam fazer isso até seis vezes, até o final do expediente.

Um título curto, que não revele exatamente do que se trata, mas que passe (idealmente) um senso de oportunidade, sem cara de venda (algo do tipo: “Sobre a nossa última conversa”), costuma funcionar.

O e-mail deve ser curto, no máximo quatro ou cinco linha, onde, novamente, você ignora o fato de que ele não está te respondendo e – simplesmente – dá sequência ao negócio.

E se ele não responder? Você pode mandar mais um, outro, outro, até uns quatro ou cinco (ou, se você for mais persistente, até que ele peça que pare).

3. E se ele não te responde mesmo?

E se ele não atende?

Você já está tentando acioná-lo há semanas (pelo menos três ou quatro) e nada dele te responder. A essa altura, ele já pode ter colocado você na caixa de SPAM e você nem ficou sabendo. É por isso que é importante não tentar mais do que três ou quatro contatos; se você forçar demais, pode acabar indo para o lixo eletrônico sem ter a oportunidade de dar essa última cartada.

Agora é a hora de ser duro.

Sejamos francos: as chances são de que você não feche esse negócio. Ele já deu sinais (muitos!) de que não está afim de retroceder; então, está na hora de tirar o controle dele.

Faça um e-mail de distrato. De abandono da conta. Diga a ele, com todas as letras, que você está abrindo mão da relação comercial que vocês tinham (ou quase tiveram), por algum desses três motivos:

a. O profissional durão: Você já tentou inúmeros contatos e percebeu que, dado o seu silêncio, ele não tem mais interesse no negócio. Que você não irá mais importuná-lo e irá preservar o seu tempo e que não faz parte da sua política (ouch! Essa é a espetada!) aborrecer quem não está (visivelmente) interessado.

b. O profissional seco: Que a sua empresa (ou você) possui uma política de um determinado número de tentativas – e que elas já foram excedidas; que, por conta disso, você está abandonando o contado, mas que continua disponível para conversar.

c. O profissional friendly: Você ignora todo o silêncio e todas as tentativas e age como se nada tivesse acontecido, dizendo que adorou o último papo que vocês tiveram e que é uma pena que não se falassem há tanto tempo. Que você andou pensando sobre o que conversaram e que havia tido várias (e ótimas! E rentáveis! $$$) ideias para contar para ele. Daí, pede uma ligação ou um horário em que possa entrar em contato.

O mais importante é você saber que o processo de vendas envolve, em boa parte das vezes, uma alta dose de persistência. E o mais importante: que persistência só se torna aborrecimento se o cliente pedir para parar ou se você não estiver mais trazendo qualquer coisa de útil para ele, nessa sequência de contatos.

Mas, também, saiba a hora de parar. Envie (no máximo) entre quatro e seis e-mails e encerre com a mensagem de ruptura comercial.

Não dá para ganhar todas, bonitão.


Como vender praticamente qualquer coisa!

Como vender praticamente qualquer coisa? Se você chegou até esse artigo, provavelmente gostou do título; e, se gostou do título, isso é sinal de que você se encaixa em um desses dois grupos:

1, Você é o tipo de pessoa que gosta de vender. Se sente confortável com isso e está sempre à procura de novas técnicas e práticas sobre o assunto, afinal de contas, acredita ser um bom vendedor.

2. Você (definitivamente!) não se sente confortável quando o assunto é a hora de vender.

Geralmente as pessoas se dividem nesses dois grupos, quando começamos a falar sobre vendas. Quase não existe um meio do caminho: “Ah, tudo bem. Eu sou indiferente a essa questão”.

Não! Geralmente ou você gosta de vender e se acha bom nisso, ou você morre de medo quando chega essa hora.

Profissionais criativos (freelancers ou contratados) tendem a se sentir mais desconfortáveis quando o assunto é vender; eles encontram mais dificuldade de falar sobre dinheiro e acabam se sentindo mal até mesmo para colocarem um valor ao seu produto, negócio ou serviço. Acabam (erradamente) tomando aquele decisão que mata qualquer fluxo de caixa: perguntando a o cliente o quanto ele quer pagar.

Ei! Se você deixar o cliente escolher o quanto ele quer pagar, acabará perdendo todas as negociações. O cliente sempre irá querer pagar o mínimo possível! Se ele não perceber que você engoliu seco e se sentiu quase ultrajado com o valor, ele tentará barganhar mais e mais.

Aqui vão quatro lições para você vender praticamente qualquer coisa:

1. Fale menos e ouça mais.

Ouça o seu público alvo

Você não está se ajudando quando está com a boca aberta. Feche um pouco essa matraca e perceba como as coisas ficam mais fáceis. Geralmente, quando estamos desconfortáveis com uma ação, tendemos a falar sem parar. Ajuda a aliviar a pressão e é um reflexo natural da ansiedade, mas acaba quase sempre atrapalhando.

Deixar o seu cliente falar te ajuda de várias formas, principalmente te dando informações cruciais, que você não obteria com uma pergunta direta (ou falando como um papagaio).

Dificilmente o seu prospecto será 100% honesto ao dizer quanto tem de verba. Muitas vezes nem é elegante já fazer essa pergunta de cara; dá a entender que você quer saber “qual é o valor máximo que eu posso cobrar pelo serviço; e é isso que eu vou fazer!”. Mas, sabendo ouvir, você será capaz de descobrir o tamanho da sua empresa, quantos funcionários, quais foram os valores utilizados nas últimas campanhas ou o quanto ele gastou com um produto simular nos últimos anos.

Tudo isso te ajuda a ter uma estimativa de verba muito mais sólido do que se você perguntasse: “Mas, me diga: está pensando em gastar quanto?”.

2. Siga esses três mantras AGORA!

Não fale sobre você mesmo.

Não fale sobre o seu produto.

Não fale sobre o seu serviço.

Estamos entendidos? O centro dessa conversa é o prospecto. Você precisa conhecer a história dele, seus problemas, dificuldades, o que ele está passando, que tipo de solução está procurando...você precisa saber o máximo de informações a respeito da sua atual condição antes de começar sobre o quanto o seu produto pode ajudá-lo.

E por que?

Porque, ao final das contas, você nem sabe mesmo como (e quanto!) poderá ajudá-lo! Um dos maiores erros de quem ainda não possui muita experiência sobre vendas é achar que já possui todas as respostas nos primeiros cinco minutos de conversa. E o que é que acaba acontecendo? Você oferece o seu produto da maneira com que você ACHA que o cliente quer e não da maneira com que ele gostaria de ter sido abordado.

Uma das coisas mais difíceis, quando nós estamos em um processo de oferta, é reconstruir a primeira impressão. Ela conta muito mais do que você imagina.

O melhor tiro que você tem é o primeiro. Use-o bem e no momento certo.

3. Não se comporte como um vendedor.

Não seja um vendedor!

As pessoas tendem a comprar mais (muito mais!) de quem elas confiam ou admiram. Nós temos (acredite!) uma espécie de “sensor-contra-vendedores”, que é ativado sempre que alguém dá na cara que está tentando te vender algo. Em um mundo onde você recebe pelo menos 3 mil assédios por dia para comprar alguma coisa (seja visual, físico, sonoro ou através de anúncios pela internet), acaba sendo uma proteção que o seu cérebro desenvolve e aprimora todos os dias, para o seu próprio bem.

Não tenha um discurso de vendas. Fale como se você fosse um amigo, um parente, uma pessoa comum debatendo sobre questões do dia a dia enquanto tomam aquele café.

Você só entrará no modo vendedor quando já tiver feito esse trabalho de casa por pelo menos cinquenta relaxantes e despretensiosos minutos.

4. Certo, agora acabou a brincadeira!

Maravilha, já se passaram cinquenta minutos e você os utilizou (sabiamente) para capturar o máximo de informações do seu prospecto. Você entendeu as suas dores, dificuldades, o que ele precisa resolver e até quais são os funcionários que estão enchendo o saco dele.

Você está agindo como um amigo compreensivo e capturou a confiança dele o suficiente para ele até admitir algumas coisas que o deixam puto na sua empresa, coisas que ele jamais admitira a um mero vendedor.

Você foi paciente, amigo e o ouviu o tempo todo.

Okay, agora vá pra cima.

Você terá dez minutos em que você explicará quais são as soluções que você tem para todas essas questões e como é que é que a sua oferta, produto ou serviço impedirá que [citar tudo aquilo que ele revelou que o estava deixando puto, insatisfeito, frustrado, exausto] isso tudo continue acontecendo.

IMPORTANTE: Se você quiser potencializar tudo isso que estamos falando, saiba que nem sempre o cliente tem razão. Leia mais sobre isso nesse artigo daqui.

Agora, a dica principal: seja rápido, direto e certeiro. O momento da venda/oferta é sempre desagradável, então ele deverá ocorrer de maneira breve. Essa é (também) a maneira mais confiável de saber se você está diante de um enrolador (um sujeito que não toma decisões definitivas e só quer conversar e jogar ideias para o alto) ou alguém que assina cheques.

E você não quer (definitivamente) gastar o seu tempo com quem não assina cheques.

Conforme os dez minutos vão chegando ao fim, vá respondendo as novas perguntas de maneira cada vez mais breve. Vá encurtando, apertando, olhe para o relógio e diga que você está precisando ir para uma próxima reunião – mas que quer deixar essa situação já definida, para o próprio bem do prospecto.

Isso já dá a ideia de que você está atarefado, que possui outras oportunidades e que a sua agenda está sempre quente, mas, o mais importante de tudo isso: que o seu tempo custa dinheiro. Que você não irá atirá-lo pela janela do carro apenas para fechar mais um contrato. Isso mandará um sinal claríssimo de que você só apertará a mão dele por um preço justo.

E que não haverá leilão...

Esse conjunto de atitudes são capazes de virar a mesa ao seu favor. Você deixa de pedir um emprego ou de tentar fazer uma venda e passa a ser o portador da solução. É você que está ditando as regras, a hora e começar e acabar e, sendo respeitoso e amigo, você passa também a sensação de que não está desesperado por aquele contrato – ainda que você esteja!

Lembre-se: no momento das vendas, na maioria das vezes, nós não estamos falando de preço, mas de confiança e controle.


Você está queimando dinheiro (e nem percebe isso!)

Se eu te perguntar quanto dinheiro você fez esse ano, é bem provável que você saiba a resposta. Tá, talvez você não saiba (assim) na ponta da língua, mas se eu te der algum tempinho, você vai conseguir me responder.

Agora, vamos fazer uma coisa um pouquinho diferente? E se eu te perguntar quanto dinheiro você queimou esse ano? Isso mesmo: estamos falando de você queimando dinheiro.

É uma pergunta estranha para se fazer não é mesmo?

Se você é um profissional liberal, trabalha em casa, tem uma pequena agência ou faz freela como uma segunda fonte de renda, é bem provável que você queime um salário por ano - as vezes dois!

Como? Com atitudes contraproducentes. E eu vou te mostrar as quatro piores:

1. Dar um preço sem qualquer tipo de gordura.

Como você monta o seu preço?

Pronto. Esse é o maior inimigo do seu orçamento. Você poderia, tranquilamente, trocar de carro a cada dois ou três anos, só com a quantidade de dinheiro que você acaba deixando na mesa com esse tipo de “choradinha do cliente”.

Bote na sua cabeça de uma vez por todas: ou você dá um preço justo e não aplica descontos (nenhum, nunca, afinal de contas, você já está dando o melhor preço) ou você já dá o seu orçamento com aqueles 10% ou 15% para serem dados de desconto.

Você não pode (nunca!) misturar as duas coisas!

E por que? Porque projetos dão errado, demoram mais do que o esperado, há troca de equipe, alguma coisa pode não funcionar e precisar de uma solução extra ($$$) que você não estava pensando, alguns clientes te darão calote...

Ou seja, pelo menos uma vez no ano haverá projetos que, se você não tomar cuidado com o preço, acabará pagando para trabalhar. Daí, ao final, há somente choro e aquele pensamento de consolo de merda: “Ah, pelo menos eu vou pôr no portfólio”.

2. Fazer milhares de reuniões.

Vamos lá, falando sério: não existe qualquer negócio que valha a pena ser fechado depois de três reuniões inconclusivas. Isso é sinal de que o cliente é indeciso, de que ele é confuso ou a sua rotina está toda bagunçada. Qualquer pessoa que tenha todo esse tempo para gastar apenas batendo papo, de duas uma:

Ou está totalmente enrolado.

Ou não está dando a mínima para eficiência e resultados.

E o que isso tem a ver com você e a sua empresa? Em ambos os casos, o risco de calote e atrasos são muitíssimo maiores.

3. Dar consultorias grátis.

Não existe almoço grátis

Quantas vezes por mês não aparece um amigo, conhecido ou seguidor e te diz, geralmente pelo Facebook: “Cara, eu posso te pedir uma ajuda?” ou, se ele for um pouquinho mais tímido: “Eu posso te fazer uma pergunta?”.

Você diz que sim. É claro. Você deve (tentar!) ser educado com todos.

Daí vem aquele tijolo, em que ele explica o negócio dele, o que ele faz (ou está pensando em fazer) e como é que ele está enrolado com isso, aquilo ou aquilo outro.

Que ele quer saber como você poderia ajuda-lo ou o que ele deve fazer.

Maravilha! É a hora correta para se vender uma consultoria, não é? Não, porque você tem vergonha e vai, pela quinta vez no mês, dar uma consultoria de graça para o cara. Vai gastar tempo, saliva, conhecimento e energia em algo que tem 99% de chances de nunca se converter em um cliente.

Você precisa aprender que vender é ter o controle da situação. Caso ainda não tenha lido, veja esse nosso artigo sobre isso. Esteja no controle!

E, quer saber mais? Quase sempre nunca vira nem indicação. Clientes indicam novos clientes, chatos (geralmente) costumam indicar mais chatos.

4. Quantos favores você já fez esse ano?

Sabe aquele projeto de construção de layout? Aquele roteiro para vídeos, aquele serviço de ilustração, aquele bico de fotógrafo que você conseguiu no último final de semana?

Não está lembrado? Aquele que o cliente disse que seria um negócio fácil, tranquilo, que nem daria tanto trabalho.

Nem precisou de contrato. Ele te pagou a metade e vai te pagar a metade logo depois, na entrega. Coisa fácil. E o que é que acontece?

Oito alterações e ele ainda não aprovou. Ele saiu para viajar e só vai poder te responder em 10 dias (sem te pagar a outra metade, é claro! Ou a vida não seria tão divertida!) ou ainda achou que não ficou legal.

Está falando algo, aquele não é o azul que ele quer, as fotos ficaram meio escuras...

O que acaba acontecendo? O tempo que você gasta em alterações, reformulações e esperas é tão grande que, ao final, você não fez um negócio...você prestou um favor.

5. E o quebra-galho?

Você acordou aquele serviço por dez mil, o cliente chorou e baixou para oito, disse que pagaria em três vezes e, depois de seis reuniões (que baixaram preço real do negócio algumas centenas de reais a menos, graças ao seu custo-tempo) vocês (finalmente!) fecharam negócio.

Certo, você começa o trabalho e, no meio dele, recebe a seguinte mensagem: “Cara, teria como você fazer só um cartão de visitas para mim? Eu sei que não está no preço, mas eu estou te pagando oito mil”.

Eram dez. Seis reuniões depois você vai pôr a mão em seis e meio, menos as taxas, o tempo e a operação do Paypal.

E você ainda tem “pena” e decide passar um pedaço do seu sábado trabalhando nisso, afinal de contas, o que importa é que o cliente fique feliz.

Pegue tudo isso que eu te disse, some e veja, finalmente, se você está perdendo ou não um belo de um carro a cada dois ou três anos, só nessa sua mania bonitinha de ser legal com todo mundo.


Porque o seu blog está dando errado!

O texto de hoje tem um gosto todo especial. Para falar a verdade ele acaba mexendo um pouco comigo; e, sério, não é artifício de redator para tentar prender você nesse artigo. O conselho que eu quero passar hoje (aqui, para você), teria me economizado tempo, dinheiro e muita energia.

Ele é o resultado de pelo menos dez anos em que eu produzo conteúdo diariamente para a web. E, se você me conhece, você sabe que eu produzo MUITO conteúdo. Nos últimos quatro anos são (pelo menos) três posts diários por dia nas redes sociais. Todo dia. Todo-santo-dia.

Agora, que foi que eu acabei aprendendo e que é tão valioso e pessoal?

Facebook é sagrado!

Que o seu blog e as suas redes sociais são sagradas para você. Que elas se comportam como a Igreja que você frequenta, se você for religioso. Imagine que você esteja na Missa, no Culto ou em qualquer celebração religiosa e, de repente, você encontra aquele cara que quase se tornou o seu cliente?

O que é que você faria, naturalmente? Esperaria a celebração acabar para que, depois de sair da Igreja, vocês pudessem (quem sabe) falar sobre negócios certo?

Pois é. E deve ser assim (também!) no seu blog e nas suas redes sociais. Eu venho falando há pelo menos cinco ou seis anos que os perfis sociais e que o conteúdo que você produz e que não fala diretamente sobre venda, oferta e negócios são os mais valiosos para a sua marca.

Que são eles que, mais cedo ou mais tarde, acabam gerando a maior quantidade de visualizações, de compartilhamento e de resultados para a sua campanha (e a sua estratégia) de comunicação. Eu até escrevi sobre isso nesse artigo daqui, onde eu explico a primeira regra do marketing.

Quando você (simplesmente!) remove da sua cabeça a ideia de tem que estar constantemente vendendo algo para alguém, você começa a produzir conteúdo em alto nível. Você começa a falar de maneira genuína e toda essa sua comunicação deixa de ser um estorvo para você.

Você começa a falar do que gosta e, por gostar do que fala, começa a analisar as coisas com mais propriedade, com mais paixão, com mais personalidade. Daí, automaticamente, o seu conteúdo começará a se tornar referência no seu nicho.

Eu, sinceramente, de coração, não acredito que o seu blog precise de cinco ou seis banners. Que ele precise de um pop-up de saída, que explode na cara do lead quando ele vai fechar a página. Que você fique enfiando (bem no meio da cara dele!) uma porção de plug-ins pedindo para ele entrar nas listas, curtir as páginas, compartilhar para continuar lendo...

Não, isso é tentar falar de futebol bem no meio da Missa.

E isso acaba com a produção de conteúdo de qualidade, porque você passa a ver (e a pensar) em cada post apenas como mais uma oportunidade para vender. E, como todo mundo gosta de dinheiro, tudo acaba se tornando venda. Você posta no Facebook pensando em vender, você produz mais um artigo pensando em vender, você atualiza o seu status do Twitter querendo vender.

Como é que se produz análises, comentários e raciocínios de qualidade quando a única coisa que você tem na sua mente naquele momento é: “Qual será o produto que eu vou enfiar no meio desse texto? Qual gatilho? A que preço?”. Não dá. Não dá.

Quando você sentar para escrever (ou gravar) você deve estar preocupado com uma única coisa: “o que eu tenho que fazer para criar o melhor e o mais genuíno conteúdo nesses próximos cinquenta minutos?”. Porque, se o conteúdo for realmente bom, ele ficará circulando na internet para sempre. Existem vários artigos (lá de 2011, 2012), que de tão bons eu ainda recomendo para os meus amigos, alunos e clientes.

Você consegue imaginar isso? O cara produziu aquilo há cinco ou seis anos e ele ainda funciona – e como funciona!

Preparando a transição:

Hora de puxar o peixe!

Certo, mas ninguém vive de vento. Não dá apenas para produzir (e promover!) o melhor conteúdo da galáxia, se você não está recebendo nada por isso. Ninguém paga a conta de gás com like e a cerveja não se troca por compartilhamento – as vezes, com jeitinho, com um bom acordo, na conversa, até dá.

O que você tem que começar a entender (agora!) é que, uma vez que você esteja preocupado apena com a produção de um conteúdo de altíssimo padrão, a sua audiência está sempre satisfeita. Imagine que o sujeito não está estressado por aquelas doze propagandas, aqueles plug-ins e aqueles vídeos no auto-play que ficam mandando ele meter o e-mail ali.

O cara só entra na tua página e consome conteúdo bom.

Ele acredita que tudo o que você faz é bom, porque você está provando isso a ele no dia a dia.

O que acontecerá quando você REALMENTE fizer um único e muito bem desenhado CTA?

Quando, depois de tanto tempo mostrando para ele que o comprometimento que você tem por aquilo tudo (comunicação de qualidade, educação, informação, credibilidade, análises certeiras), você disser: “Ei, cara. Aqui tem uma ótima oportunidade. Vamos fazer uma transmissão ao vivo na próxima quarta. Vamos lá? Posso contar com você?”.

Esse lead fecha. Ele vai. Ele não irá perder por nada...e por que? Porque você não enche o saco dele quatro vezes por dia. Ele confia em você.

Já em um webinários, em um evento ao vivo, em um workshop ou em qualquer outro ambiente (que não seja o seu blog ou a sua rede social!), as coisas são diferentes. Lá, você não está mais na Igreja. Lá, você pode abusar do push, da persuasão e botar em prática as suas melhores ofertas.

Prepare o seu melhor ambiente de vendas possível (não sabe como fazer? Dá uma lida nesse artigo aqui!) e mande bala. A confiança do seu lead, você já conquistou. Agora é só correr pro abraço.


Criando o ambiente perfeito para a venda!

Em um dos nossos artigos mais acessados, eu falei para você que a primeira regra da comunicação digital é não vender. Que falar de venda é como virar uma chave na cabeça da sua audiência, em que você passa a ser chato com o Faustão.

Se você não leu ainda esse artigo, ele está aqui. Dá uma lida nele antes, depois volta aqui.

Bom, agora você já sabe que para haver um push de venda, devemos preparar a nossa audiência, não é? E que isso pode ser feito através de várias maneiras, inclusive com uma porção de conteúdos ricos (tá, você também não leu o nosso artigo sobre o assunto? Então dá uma lida nele agora).

Agora, e como criar um bom ambiente para a venda?

Aliás, primeiro de tudo: o que diabos é um bom ambiente de vendas?

Trata-se de um conjunto de artifícios (que vão desde o website, o quão confortável o seu lead se sente nas suas redes sociais, se ele está contente com o conteúdo que você produz, se ele gosta da sua pessoa, se ele já parou de enxerga-lo apenas como um vendedor tarado pelo dinheiro dele) que fazem com que o seu cliente se sinta decidido (e bem!) no exato momento da compra.

É o que a gente chama de: “Faça o lead se sentir em casa”.

Existem cinco  pontos fundamentais (e que você deve trabalhar sempre!) para a construção de um bom ambiente de vendas. Se você conseguir organizar todos eles e mantê-los bem dimensionados, acredite, você passará a vender muito mais e em muito menos tempo.

1. Cuidando da sua autoridade.

Cuide da sua autoridade!

Quem é você? De onde você veio? Como a sua empresa surgiu? Que problemas ela já resolveu? Quantas pessoas já foram suas clientes e estão plenamente satisfeitas? Há quanto tempo você está no mercado? Por que é que diabos alguém passará o cartão na sua maquininha de débito?

A autoridade responde a todas essas questões como uma tijolada no dente. E como é que você sabe se possui uma bela autoridade? Quando todas essas perguntas que eu fiz acima são respondidas naturalmente pela sua audiência.

2. Integridade.

Essa é a moeda mais cara do mercado. Uma marca pode ter uma grande história para contar, pode oferecer produtos fantásticos, mas se ela não for 110% íntegra, ela terá vida curta no mercado. Você não quer (acredite!) trocar saúde por dinheiro. O preço é caro demais. Mantenha-se limpo ou você sumirá rapidinho.

3. Familiaridade.

Lembra daquele papo de fazer o lead se sentir em casa? Pois é. Como é que você está recebendo essa audiência na sua casa (site, blog ou rede social)? Está recebendo esse sujeito com um template velho de Wordpress e um texto vergonhoso de “missão, visão e valores” (mais brega do que o sofá da minha avó) ou está pensando em cada detalhe? Na qualidade das imagens, no encaixe do site aos diversos celulares, na produção de conteúdo original (revisado, sem erros gramaticais e direcionado para a persona correta...), hum?

Você só percebe o valor de uma boa experiência do usuário, quando cai em um site fantástico.

4. Proximidade.

Qual é o valor da sua comunidade?

Certo, do que adianta um ambiente de vendas formidável, um site bem feito, um ótimo conjunto fotográfico, vídeo zero bala, se você não dá suporte? Se os e-mails demoram para serem respondidos (principalmente os dos clientes!)? Se ninguém consegue ter acesso a você?

O melhor cliente será sempre o seu atual cliente.

É ele que é capaz de chamar mais uma porção de pessoas até o seu negócio ou de queimá-lo para mais de cem. E não há nada que desole mais um cliente do que ter acreditado em toda a sua proposta de venda, ter efetivamente comprado os seus serviços, e perceber que você era só uma promessa. Que, agora, é impossível entrar em contato com você.

Esteja sempre próximo do seu cliente. É ele quem paga as suas contas. Ele é o seu verdadeiro patrão.

5. Crie uma comunidade.

Muito mais poderoso do que criar um grande ambiente de vendas, preocupado com cada detalhe das suas redes sociais, com um ótimo tráfego, pensando no orgânico, mas que funciona como ilhas independentes (com cada lead existindo no seu próprio mundinho), é construir uma comunidade.

E você não precisa fazer mais um grupo de Facebook para isso. Chega dessa porra!

Uma das maneiras mais fáceis de se criar uma comunidade é fazendo as pessoas se sentirem confortáveis nos seus posts, nos seus comentários. Apresentá-los uns aos outros, juntar as pessoas que vivem nas mesmas cidades. Tomar uma cerveja com os caras que estão próximos a você. É, não custa nada – e, posso te dizer? Saem ótimos negócios. Sempre saem.

Conheça a sua audiência. Sabia o nome dos seus clientes, o que eles fazem, porque eles estão (e confiam!) em você e nos seus serviços. Isso sim é a ferramenta de vendas mais poderosa do mundo!


Vender é ter o controle da situação.

Certa vez eu escrevi sobre vendas, aqui no blog. Bom, é provável que já existam algumas dúzias de artigos sobre isso, mas, definitivamente, um que eu recomendo é esse daqui. Nele, que comento sobre como um conjunto de pequenas atitudes são capazes de virar a mesa no momento alto (e mais quente) de qualquer negociação.

Se você ainda não leu, eu recomendo que você faça isso antes e depois volte aqui. É só clicar aqui.

Bom, de volta ao assunto: a proposta é um momento que antecede a venda. Quando nós estivermos falando de venda (nesse artigo) coloque na sua cabeça que nós estamos falando sobre aquele micro instante em que você está em busca do cheque assinado ou do cartão de crédito aprovado.

São aqueles 15 segundos que você fica em silêncio, enquanto o cliente abaixa a cabeça e rabisca aquele pedaço de papel, ou digita a sua senha.

Ou seja, nesse artigo, vamos partir do pressuposto que o prospecto já conhece o seu produto, que você já falou sobre ele e que ele já te enxerga como uma boa solução para o seu problema. Agora é jogo de controle, para saber quem fecha o melhor preço.

E é aqui que as crianças começam a sair da sala, geralmente chorando. Aqui vão cinco motivos pelo qual você precisa ser duro no momento do aperto de mãos:

1. O cliente precisa de uma solução.

A solução que o seu cliente precisa

Chega de lágrimas. O rapaz acabou de te falar que ele tem um problema; quer ouvir uma ótima notícia? Se ele está em busca de solução (e disposto a pagar por ela), é bem provável que ela esteja custando a ele muito mais.

Ele já precisa daquela solução. Tanto ele quanto você sabem disso. A diferença entre ele decidir pensar mais um pouco ou assinar agora depende do seu nível de persuasão.

2. Ninguém gosta de pôr a mão no bolso.

Pagar por algo, ainda que a gente saiba que é necessário, é sempre um pé no saco. É sempre uma merda. Ninguém gosta. E é justamente por isso que a gente protela tanto. Muitas vezes você acabará perdendo ótimos contratos (ou clientes) porque teve medo de insistir aquela última volta.

3. Mostre que o seu tempo custa dinheiro.

Tempo é dinheiro

Se eu tivesse apenas uma única dica para passar aos profissionais mais jovens, os meninos que estão começando agora, seria essa. Pelo amor de Deus, caceta, mostre um pouco de amor próprio. Não tolere atrasos, não arraste a reunião por três horas e nem deixe o cliente decidir quando começará e quando acabará todos os encontros.

Faça, no máximo, duas reuniões.

Se você abrir as pernas para tudo isso, só estará passando uma única mensagem: eu preciso (pra cacete!) desse contrato e eu farei qualquer coisa para isso, inclusive encarar quatro encontros de três horas.

E, se você está tão desesperado assim por isso, o seu prospecto sabe que poderá pedir desconto sobre tudo aquilo que você pedir.

4. Não entre no ping-pongue.

É muito comum, quando a empresa tem dois ou mais sócios, que eles fiquem jogando ping-pongue com você. Na maior parte das vezes não é por maldade, mas por falta de organização, somente.

Um dia você fala com um, na outra reunião é com outro, daí tem que ter um terceiro encontro para juntar os dois e, de repente, você percebe que vai ter que esperar mais uma hora e meia, porque eles gostariam de fazer esse bate-papo na presença do gerente.

Novamente: quem está no controle?

Desde o começo das tratativas, diga que você prefere negociar direto com uma única pessoa e que, depois, entre eles, eles se atualizem e resolvam. Para reforçar a sua palavra, diga que assim as coisas se tornarão mais inteligentes, eficientes, justas e que você tem a agenda apertada. Que, assim, ninguém brinca um com o tempo do outro.

Vender é postura.

5. Garanta que você irá receber.

Garanta que você irá receber!

De nada adianta você fazer a melhor negociação do mundo se, ao final, você tomará um calote. É comum um certo tipo de cliente (canalha) que acaba assinando o seu preço e pensando em como ele poderá te enrolar até quitar tudo.

É a transferência que não foi, o DOC que voltou, o cheque que deu erro, a assinatura que não conferiu...

E você vai deixando, e você vai deixando, cobrando dia sim dia não, até que (quando você percebe) já passaram quarenta dias. E nada de você receber.

Se você está vendendo um serviço (e não um produto) receba um sinal à vista e garanta que o restante já está garantido (por cartão de crédito ou através de nota-promissória).

Cheque é sempre um perigo e, PELO AMOR DE DEUS, não combine uma “data para ele depositar para você”. Se fizer isso, as chances de você tomar no bumbunzinho são enormes.


A primeira regra do marketing: não venda!

Digamos que você esteja há alguns anos investindo na ideia de entender um pouco mais sobre negócios, vendas e marketing digital. Você já comprou alguns livros, leu uma toneladas de artigos e ainda assim não se acha totalmente capaz de aplicar tudo isso no seu próprio negócio.

Digamos que é uma tarefa difícil passar toda essa carga prática em apenas um artigo de duas páginas; eu penso sempre assim: "Que conselho eu daria para o meu filho, se tivesse apenas alguns minutos?”.

Com certeza eu diria para ele: não venda.

A internet não se desenvolve como um imenso shopping digital, por mais que alguns especialistas tentem te vender isso. Ninguém abre o Facebook ou vai àquele site atrás de anúncios. Cá entre nós? Na maioria das vezes, anúncios são chatos pra cacete!

É como imaginar que há no mundo um torcedor que assiste ao Corinthians e Palmeiras por causa do show do intervalo. Se intervalo fosse bom ele seria um programa.

Então, porque é que as pessoas passam tantas horas por dia on-line?

Qual é o segredo do facebook?

 

Porque elas estão entediadas. Elas querem aprender, se divertir, matar o tempo, tirar da cabeça delas um pouquinho do peso da rotina e das suas obrigações. A internet não é um lugar para se fazer compras, mas para fugir um pouco da loucura do dia a dia.

E é justamente por isso que, se você receber o seu lead com uma enorme mensagem de vendas na cara dele, o fará pensar: “Mas que droga! Até aqui?”.

De alguma maneira você chegou até o meu blog, não é? Eu aposto o meu braço que foi através do meu perfil do Facebook ou da busca orgânica do Google. De duas uma! Sabe porque eu aposto com tanta certeza?

Porque 98% do meu tráfego é orgânico.

Bom, digamos que tenha sido pelo Facebook. Você não me conheceu por conta dos anúncios e das propagandas que eu faço por lá, não é? Nem das vezes (poucas!) que eu posto o link do O Novo Mercado em algum comentário que eu faça. Estou errado? Aposto que não.

Se você chegou até aqui através do Google, eu aposto o meu outro braço (só tenho dois!) que foi através do buscador orgânico. Sem links patrocinados. E como eu sei disso? Porque eu não costumo fazê-los.

E a que conclusão nós chegamos aqui? Mesmo que eu não faça propagandas e gaste menos em anúncios do que eu gasto em cerveja em uma única noite no bar, você chegou até aqui. E o melhor: você está lendo até aqui!

"Você não deve irritar o seu cliente para que ele compre, mas informá-lo até que ele compre" - David Ogilvy.
"Você não deve irritar o seu cliente para que ele compre, mas informá-lo até que ele compre" - David Ogilvy.

Você chegou ao décimo segundo parágrafo de um texto de um sujeito que está falando para você que não está te vendendo nada – e que você também não deve fazer isso!

Blogs são conhecidos por serem ambientes amigáveis, propícios à troca de informações e ao acúmulo de conhecimento. Se você mostrar ao seu lead que, assim que ele pisar na sua página, você está desesperado por vende-lo alguma solução ou algum produto mirabolante, as chances são de que ele te encare apenas como mais um comercial.

E o que é que as pessoas fazem com comerciais? Mudam de canal.

Essa é a nossa primeira regra. A mais importante de todas: não seja um vendedor tarado. A época dos vendedores pit-bull já era. Você precisa alimentar o seu lead. Você precisa nutri-lo, educá-lo, prepara-lo para, ai sim, pensar em vender alguma coisa para ele. Você parou para perceber que nós já estamos no décimo sexto parágrafo e você ainda está me ouvindo – e eu te agradeço muito por isso!

Então, acredite: esse é um dos conselhos mais valiosos que eu aprendi nesses últimos 10 anos. Se você quiser aprender um pouco mais sobre como qualificar e nutrir os seus leads, esse artigo aqui é perfeito para isso. Dê uma olhada nele.


Como se tornar um profissional mais criativo da noite para o dia

Bom, vamos lá: antes que você me xingue, dizendo que é impossível se tornar mais produtivo do dia para a noite, eu te aviso que essa é uma lista bem simples, com cinco passos, que se você executá-la direitinho (ainda que seja difícil no começo!) você IRÁ se tornar mais produtivo.

Simples. É como eu dizer que se você gastar mais calorias do que ingeriu você vai emagrecer. Eu sei que a parte difícil é (efetivamente!) realizar isso, mas – cá entre nós – é bem mais fácil arrumar um pouquinho o horário e o seu calendário do que abandonar a sua pizza de calabresa e a cerveja ao final do dia, não é?

O ponto mais importante (e que você não pode esquecer) é que o que arruína a sua produtividade são duas coisas: a falta de foco e a droga da procrastinação. 

O simples fato de você começar e ACABAR as tarefas que você determinou para aquele dia já lhe traz meio que superpoderes. Você vai ficar surpreso com a quantidade de tempo que você gasta todos os dias só entre o ato de abandonar e recomeçar (frio, tendo que voltar ao ritmo) a confusão das suas tarefas.

Já que o texto é sobre produtividade, vamos resolver esse problemão de uma vez só?

1. Crie uma lista (e siga!) com afazeres diários.

Crie uma lista!

Pode parecer bobagem, mas isso daqui pode mudar a sua vida do dia para a noite. Pegue os dias úteis da semana e coloque as suas tarefas em uma lista simples, clara e com horários pré-determinados. Dedique as tarefas mais difíceis ou desgastantes para as primeiras horas do dia (que é quando você tem mais energia) e separe o mamão com açúcar para o final da tarde.

Se desconecte do Facebook, desligue a música, coloque o celular no modo avião e não pare até você finalizar a sua primeira tarefa; sem interrupção, do início ao fim.

2. Só pare quando acabar.

Quando você inicia uma tarefa e a termina em um único tiro, você está evitando uma série de problemas que irão prejudicar a sua produtividade. Parar para tomar um café nunca é só parar para tomar um café. Tem o tempo que que você fica pensando, que vai ao banheiro, que termina o cigarro e o pior: o tempo que você leva até voltar ao estado de produção e concentração que você estava antes da parada.

Então, o que eu sugiro? Tire o seu tempinho para relaxar entre uma tarefa e outra; mas, enquanto você estiver focado em alguma task, não pare de realiza-la até você acabar.

3. Não seja paranoico!

Sem paranoia!

Esqueça essa bobagem de listas esquizofrênicas, em que você coloca até o tempo que você tem para sorrir ou ir ao banheiro (acredite, eu encontrei uma lista de um desses caras que estava escrito assim: sorrir por um minuto). Isso é bobagem e acaba funcionando da mesma forma que aqueles regimes malucos para você perder sete quilos em dez dias e se preparar para o verão. Pode até funcionar por um tempo, mas você irá pirar e retornar ao estado inicial, cansado, saturado e absurdamente pouco produtivo.

Foque nas tarefas que você tem que fazer e no tempo que você julga que será o necessário para concluí-las. Todo o resto é livre. Faça o que você quiser com esse tempo, porque você merece.

4. Reserve um tempo para estudar e se atualizar.

Quanto tempo você gasta por dia no Facebook? Você vai ficar espantado se eu te disser que ele é muito maior do que você pensa. Tendemos a pensar que nós estamos passando só uns minutinhos nas nossas atividades preferidas, quando a realidade é bem diferente. Você costuma gastar até 3 vezes mais tempo nos seus passatempos favoritos do que você consegue se recordar; e isso acontece porque ao final de semana você costuma estourar a boca do balão, deitado como um lagarto na cama, jogando videogame por seis horas inteiras.

Se você organizar bem o seu dia, vai ficar chocado ao perceber que sobrará muito tempo para você fazer qualquer outra coisa...e a melhor (e a mais importante!) delas é estudar! Se atualizar e preservar a sua cabeça é cuidar do seu bem mais precioso: a sua saúde mental. A sua inteligência. Reserve pelo menos uma hora por dia para ler, estudar e se atualizar.

Eu não gosto de dividir isso em dois períodos do dia, um no começo e um no final, justamente pelo motivo que eu apontei no tópico de número três.

5. Atenda os seus clientes de uma maneira mais inteligente.

Otimize o seu tempo!

Uma das coisas que mudou a minha vida foi entender como é que o Tim Ferris lidava com o atendimento dos seus clientes. Eu gosto tanto desse tema que eu até reservei um post só para ele (quer dar uma olhada? Ele está aqui!).

Resuma as suas reuniões presenciais apenas para aquelas que serão realmente imprescindíveis: fechar negócio ou aquele cliente mais idoso que não liga o Skype nem com reza braba.

Todo o resto? Passe para o Skype!

Não agende uma reunião de Skype sem hora para acabar. Vá direto ao ponto. Tente fazê-las em no máximo 20 minutos. Agora, quer um outro conselho? 80% dessas ligações poderiam ser resolvidos com um e-mail. Então, por que não fazer isso?

Responda os seus e-mails todos em um único momento do dia. De preferência como uma única demanda. Nada precisa de uma resposta imediata. Nada que você possa consertar agora, pelo menos. Checar a sua caixa de mensagens 15 vezes por dia não te torna produtivo. Pelo contrário: te torna um histérico.

Faça e-mails curtos. Vá direto ao ponto. Você consegue resolver 90% das suas mensagens com apenas quatro linhas. Pra que diabos ficar escrevendo tanto?