Nos últimos doze meses, a pandemia do novo coronavírus acelerou um fenômeno que já vínhamos presenciando havia algum tempo: a digitalização de diversas atividades. As restrições de circulação impostas em todo o país mudaram a forma como trabalhamos, consumimos e nos relacionamos com os outros. 

Os impactos dessas mudanças, no entanto, foram sentidos de diferentes maneiras. De um lado, grandes organizações, que já vinham passando por um processo de transformação digital, se depararam com uma oportunidade inédita de expandir seus negócios. Do outro, pequenas empresas precisaram correr contra o tempo e se digitalizar às pressas. Afinal, a resposta para resistir à crise – e até crescer, apesar dela – pode estar nos dados.

Nos últimos doze meses

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O Novo Petróleo

O surgimento dos computadores e a expansão da Internet provocaram uma explosão da quantidade de dados gerados e revolucionaram a nossa capacidade de armazená-los e organizá-los. Algumas estimativas dão conta de que, atualmente, a cada dois dias, geramos a mesma quantidade de dados criados em toda a história, até o início dos anos 2000. Segundo o International Data Corporation, a esfera global de dados deve chegar a 175 zettabytes em 2025.

O compartilhamento de dados, por sua vez, nunca foi tão veloz, devido ao número cada vez maior de dispositivos inteligentes que se comunicam entre si e com seus servidores. O termo “Big Data” refere-se justamente à capacidade de coletar e usar dados em uma ampla gama de áreas, incluindo os negócios.

“A cultura de ser uma organização orientada a dados e que utiliza os canais digitais de forma correta não é algo que surge rapidamente: depende de infraestrutura, pessoas capacitadas, metas e objetivos para uso desses dados, além, obviamente, dos dados em si. Não foram poucas as empresas que perceberam não possuir um ou mais desses itens, e que precisaram correr atrás”, diz o cientista de dados e VP Growth & Strategy da Math Marketing, Marcel Ghiraldini.

Não por acaso, os dados são conhecidos como “o novo petróleo”. Não importa a natureza do seu negócio: seja ele B2B ou B2C, essas informações podem ajudá-lo a entender o perfil do seu consumidor e as mudanças em seu comportamento, abrindo caminho para boas oportunidades.

“Uma empresa orientada por dados tem muito mais probabilidade de entender quem são seus clientes que geram mais valor e, em seguida, oferecer produtos, serviços e promoções que sejam atraentes para eles. Essa é uma vantagem competitiva crucial em qualquer momento, mas torna-se ainda mais essencial quando se trata de enfrentar um cenário de incerteza econômica”, explica Brenno Drummond Valério, diretor da Acquia para a América Latina.

Como os dados podem ajudar sua empresa

O Big Data se baseia no princípio de que, quanto mais se sabe sobre determinado assunto ou situação, mais confiáveis são as previsões que podem ser feitas sobre o seu comportamento futuro, e mais fácil é obter novos insights. A análise minuciosa dos dados pode ajudar a tomar decisões mais inteligentes e, consequentemente, tornar os negócios mais competitivos. “Ter uma boa estratégia de dados do cliente é uma das únicas maneiras de realmente fazer com que um negócio seja ‘à prova do futuro’”, destaca Valério.

“Quase tudo que fazemos atualmente gera dados que, combinados, podem trazer informações riquíssimas e nos gerar diversos insights. A partir deles, é possível descobrir, por exemplo, as melhores ofertas que potencializam a conversão, ou quais canais performam melhor depois de algumas ações definidas”, ilustra Ghiraldini.

Normalmente, apesar de as pequenas empresas contarem com uma quantidade muito menor de dados, elas conseguem colocar em prática mais rapidamente as ideias trazidas por essas informações. Por isso, o uso de dados é muito bem-vindo nesses empreendimentos e pode ajudar, por exemplo, a:

  • Compreender o que motiva seus clientes

Ao interpretar dados, as pequenas empresas podem ter uma visão mais completa de seus clientes, entendendo os motivos que os levam a comprar, como preferem concluir a compra e por que recomendam seu produto ou serviço a outras pessoas.

A análise de dados também permite que as organizações interajam mais com seus consumidores e analisem melhor os feedbacks que recebem. “Com uma análise significativa, as empresas podem gerar uma jornada do cliente que tenha mais valor. Os consumidores querem ser compreendidos e desejam que sua experiência seja relevante”, diz Valério.

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